
Tem dias em que eu acordo meio irritado, meio. São aqueles momentos em que toda situação é um ringue de luta, do barulho insuportável do aspirador de pó, até o axé music do seu vizinho coreógrafo. Normalmente, as pessoas nem percebem quando estão nesses dias, o que as torna potencialmente mais perigosas.
O movimento de acordar já é um calvário. Como você irá lamentar o dia inteiro que não deveria ter saído da cama, o sono torna-se muito valioso, e deixar esse tesouro de lado é o fator combustível do mau humor que vai se alastrar ao longo das horas. De repente, percebe-se que as manhãs de uma casa de classe média são regidas por uma sinfonia do inferno: é o aspirador de pó, a mãe que quer usar o liquidificador e ouvir a televisão ao mesmo tempo (daí aumenta o volume dessa última até não conseguir mais), as crianças gritando no andar de baixo, as buzinas, os cachorros, AH!
Todas as coisas que acontecem todos os dias e passam, por mais incrível que pareça, despercebidas, são compreendidas ao mesmo tempo em dias de mau humor. Isso não é científico, isso não é bíblico, isso é humano.
Reforçando a idéia de que o óbvio finalmente é encarado como óbvio, o período ativo do dia torna-se uma grande tortura. Um bom exemplo disso, é que a ausência de humor nos dá uma percepção elétrica e intolerante das perguntas que nos fazem sempre. São os únicos dias em que xingamos a empregada quando ela serve com um prato de macarrão e pergunta “Quer talher?”. Ou quando, depois de te acordar com uma música materna ridícula, sua mãe, te olhando acordado e com cara de poucos amigos, pergunta “Acordou?”.
Considerando que, assim como o estado de Nirvana, o equilíbrio total, o estado de desequilíbrio não é perceptível, agimos como gorilas nervosos e, pior do que isso: agimos jurando que estamos certos. Dada a situação, nem percebemos que não é o mundo que está mais lento e imbecil, somos nós que estamos muito rápidos e mimados.
Os dez segundos de semáforo vermelho se tornam dez minutos, amaldiçoamos qualquer pessoa que não esteja correndo, ao invés de andar, porque nos atrasam, e as que estão correndo são umas infelizes, porque podem nos atropelar. Nem percebemos que são dias em que NADA nos satisfaz, justamente porque a satisfação está em reclamar.
É evidente que as pessoas vão dizer pelos cantos que você está alterado, que você é um grosso, que está atacado, com TPM eterna e tudo aquilo. Chega a noite, se você conseguir dormir, vai testemunhar o que eu chamo de “Fenômeno do Dia Seguinte”. Você acorda ótimo, descansado, feliz, abre a porta do quarto e tem um mundo te olhando como se você fosse um lunático. E dá pra entender, caiu uma bomba atômica [você] no dia anterior, acontece que só você não percebeu isso, e você é o único que estranha, e o único que será xingado quando disser “Nossa, que povo mau humorado”.
O movimento de acordar já é um calvário. Como você irá lamentar o dia inteiro que não deveria ter saído da cama, o sono torna-se muito valioso, e deixar esse tesouro de lado é o fator combustível do mau humor que vai se alastrar ao longo das horas. De repente, percebe-se que as manhãs de uma casa de classe média são regidas por uma sinfonia do inferno: é o aspirador de pó, a mãe que quer usar o liquidificador e ouvir a televisão ao mesmo tempo (daí aumenta o volume dessa última até não conseguir mais), as crianças gritando no andar de baixo, as buzinas, os cachorros, AH!
Todas as coisas que acontecem todos os dias e passam, por mais incrível que pareça, despercebidas, são compreendidas ao mesmo tempo em dias de mau humor. Isso não é científico, isso não é bíblico, isso é humano.
Reforçando a idéia de que o óbvio finalmente é encarado como óbvio, o período ativo do dia torna-se uma grande tortura. Um bom exemplo disso, é que a ausência de humor nos dá uma percepção elétrica e intolerante das perguntas que nos fazem sempre. São os únicos dias em que xingamos a empregada quando ela serve com um prato de macarrão e pergunta “Quer talher?”. Ou quando, depois de te acordar com uma música materna ridícula, sua mãe, te olhando acordado e com cara de poucos amigos, pergunta “Acordou?”.
Considerando que, assim como o estado de Nirvana, o equilíbrio total, o estado de desequilíbrio não é perceptível, agimos como gorilas nervosos e, pior do que isso: agimos jurando que estamos certos. Dada a situação, nem percebemos que não é o mundo que está mais lento e imbecil, somos nós que estamos muito rápidos e mimados.
Os dez segundos de semáforo vermelho se tornam dez minutos, amaldiçoamos qualquer pessoa que não esteja correndo, ao invés de andar, porque nos atrasam, e as que estão correndo são umas infelizes, porque podem nos atropelar. Nem percebemos que são dias em que NADA nos satisfaz, justamente porque a satisfação está em reclamar.
É evidente que as pessoas vão dizer pelos cantos que você está alterado, que você é um grosso, que está atacado, com TPM eterna e tudo aquilo. Chega a noite, se você conseguir dormir, vai testemunhar o que eu chamo de “Fenômeno do Dia Seguinte”. Você acorda ótimo, descansado, feliz, abre a porta do quarto e tem um mundo te olhando como se você fosse um lunático. E dá pra entender, caiu uma bomba atômica [você] no dia anterior, acontece que só você não percebeu isso, e você é o único que estranha, e o único que será xingado quando disser “Nossa, que povo mau humorado”.

ahh eu já disse ki te amO??!!!
ReplyDeletese não disse : EU TE AMOOOO ... meu miniino veneno ki tem a admirável capacidade de descrever nos mínimos detalhes, e com extrema perfeição, os estados á que nos leva um dia de mau humor.
Ficou perfo ^^
bjO bjeeiijO :]
HIOEUAHUA, bem explicado o que aconteceu comigo hoje e o que vai acontecer amanhã. Ta que hoje nao foi como certos dias atrás, mas tava por pouco. EU Soube relaxar, e provavelmente amanha se´ra um lindo dia hahaah
ReplyDeletebeijo :D