Wednesday, November 23, 2011

Nunca vi tanta comédia e tanto comediante em um vídeo só…



Por Davis Sena Filho Blog Palavra Livre/JB

“Ministro Paulo Bernardo: cadê a banda larga e o marco regulatório para as mídias? Cadê a Confecom 2? Por onde anda o projeto do Franklin Martins? Vossa Excelência o engavetou? Com a palavra, o ministro das Comunicações, aquele que tem medo da TV Globo”. (Davis Sena Filho)

Acabo de ver a propaganda, um vídeo de atores da TV Globo contra a hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Percebo, porém, a total falta de senso crítico dessas pessoas urbanas e que pensam que o mundo se resume em Rio de Janeiro, São Paulo, Nova Iorque, Paris, Miami e Londres. Os argumentos contrários e negativos contra Belo Monte chegam a ser ridículos, se não fosse a manipulação e a desinformação, que deixam claro que por trás … existem ONGs estrangeiras a serviço dos interesses de seus países e a Globo, porta-voz contumaz e tradicional dos grandes capitalistas, sendo que ela própria é um deles.

Não posso pensar de outra forma, bem como não me eximirei de dizer que a peça publicitária desinforma a população, principalmente a parte dela mais exposta a factóides, que é a classe média de perfil conservador e que acredita em Papai Noel, porque pobres e ricos realmente não creem no homem que se veste de vermelho e usa barba branca a anunciar os presentes para aqueles que se comportaram direito o ano todo. Acontece que quem está a se comportar mal são os atores da Globo e seus patrões, que se associaram a movimentos ambientalistas do exterior que querem interferir no processo de desenvolvimento brasileiro, sem, no entanto, se preocupar com o combate às desigualdades sociais e regionais. O Brasil luta contra a miséria e quer, por intermédio dos governos trabalhistas de Lula e de Dilma retirar milhões de cidadãos da linha de pobreza.

Enganam-se aqueles desavisados que insistem em afirmar que a luta contra a pobreza é de caráter assistencialista, porque não é. Existe, sim, um programa de governo colocado em prática há quase dez anos e que é, reiteradamente, desqualificado pela imprensa privada, que insiste tomar o lugar da oposição político-partidária do grupo formado por PSDB-DEM-PPS, que não tem projeto para o Brasil e nem programa de governo e por isso perdeu as últimas três eleições e poderá perder a quarta, em 2014.



Contudo, tiveram, no primeiro turno e também no segundo turno o apoio velado da Marina Silva para o público, porém firmado e concretizado nos bastidores. Foi dessa maneira que a Marina agiu … após ser demitida por incompetência do Ministério, além de se aliar a ONGs financiadas por organismos financeiros que teimavam em boicotar e se opor aos interesses do Brasil no que concerne ao seu desenvolvimento econômico e social, bem como no que tange ao seu programa ambientalista, apresentado de forma surpreendente para o mundo na 15ª Conferência de Copenhagen, capital da Dinamarca, em dezembro de 2009. O atual secretário do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, realizou em menos de dois anos à frente do Ministério do Meio Ambiente o que Marina Silva não conseguiu fazer em quase sete anos no poder.

O Brasil, então, apresentou propostas e metas concretas para combater o desmatamento, a poluição e a degradação dos ecossistemas, o que está a ser realizado com seriedade. Quem duvida que acesse o portal da transparência do Governo Federal (ferramenta que o governo tucano de São Paulo não oferece aos paulistas) e observe as ações e os números, no que vai se surpreender quando os compararmos com os números do governo entreguista e privatista do neoliberal FHC, um retumbante fracasso social e econômico, porque nesse tempo o Brasil foi três vezes ao FMI de joelhos e com o pires na mão.

A humilhação total somente comparável quando o ministro de Estado das Relações Exteriores desse governante tucano que vendeu o patrimônio brasileiro que ele não construiu tirou os sapatos no aeroporto de Nova Iorque a mando de um agente subalterno daquele país yankee. O nome do ex-chanceler é Celso Lafer. Nunca vi tanta subserviência e pusilanimidade. Complexo de vira-lata na veia.

Por intermédio desse lamentável e vergonhoso episódio tive a certeza, inquestionável, que quem tem complexo de vira-lata são nossas elites e não o grande povo trabalhador brasileiro. O ministro de meias no aeroporto foi o símbolo maior daquele governo capacho, do Brasil, infelizmente, de joelhos, sem norte e, conseqüentemente, sem rumo. Um absurdo que eu não quero ver nunca mais até a minha morte.



Apesar de a Conferência ter sido multilateral, o Brasil apresentou, independente de acordos, propostas reais e factíveis. O encontro no país europeu escandinavo teve também por objetivo estabelecer o tratado que substituirá o Protocolo de Quioto, que os EUA se recusaram a assinar no tempo do Governo Bush. O problema é que os países considerados ricos ou ex-ricos, a crise internacional de 2008 perdura até hoje, querem impor regras para os pobres e emergentes quanto à questão ambiental, mas se recusam a fazer seus deveres de casa, porque não querem parar de consumir e com isso fomentar seus mercados e exportar.

Outro fato que está a chamar a atenção é a questão da irresponsabilidade da Chevron-Texaco, com a cumplicidade lamentável da imprensa burguesa nativa, que não satisfeita em poluir o Golfo do México e prejudicar até mesmo os EUA (a multinacional petroleira é de lá), agora polui na Bacia de Campos porque desrespeitou as normas de segurança, além de não ter equipamentos e ferramentas adequados para perfurar poços de petróleo em solo tão profundo.

A imprensa de negócios e privada durante cerca de dez dias tergiversou, dissimulou sobre o crime ambiental e ficou a publicar releases elaborados na Assessoria de Imprensa da Chevron-Texaco, … da TV Globo no que diz respeito a ser um dos principais anunciantes da empresa televisiva que no passado apoiou a ditadura militar. A imprensa tupiniquim fez, vergonhosamente, papel de cúmplice da Chevron-Texaco, amenizou inicialmente a barberagem gananciosa e depois teve de mostrar o derramamento de petróleo porque as redes sociais, os blogs progressistas e o governo abriram a boca e furaram o bloqueio da velha imprensa.



Se fosse a Petrobras, não duvidem, as manchetes jornalísticas seriam garrafais e a “grita” seria enorme. A Globo News iria tirar seus especialistas de prateleiras e ficaria durantes horas e dias a “malhar” a Petrobras, a maldizer a empresa estatal e a agredir o governo trabalhista sem parar. Questionariam, sem sombra de dúvida, a capacidade da Petrobras em administrar o Pré-Sal, apesar de saber que a estatal brasileira é a petroleira que tem mais condições e capacidade técnica e logística no mundo para tirar petróleo em águas profundas.

Quero salientar e lembrar que essa mesma imprensa de negócios privados combateu, inadvertidamente e irresponsavelmente, a fundação da Petrobras no dia 3 de outubro de 1953 pelo governo do trabalhista e estadista Getúlio Vargas. O político trabalhista ainda criou a Vale do Rio Doce, que foi vendida pelo entreguista e neoliberal FHC, professor que não criou uma única escola técnica durante oito anos de seu governo de índices sociais baixos e até negativos.

Agora, eu pergunto: cadê a ex-petista e ex-verde Marina Silva? O gato comeu a língua dela? Não. Ela se calou porque não vai cooperar com o governo trabalhista no que é relativo à Chevron-Texaco. Ela traiu o governo e o seu partido, o PT, como o fez também o senador Cristóvão Buarque, que no episódio da ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que é do seu partido, o PDT, calou-se, e quando abriu a boca foi para apagar a fogueira com gasolina. Até o momento, nada foi comprovado contra o ministro. Como a imprensa comercial e privada não conseguiu chegar a ele para derrubá-lo e com isso tentar engessar o governo de Dilma Rousseff, a solução foi publicar uma foto em que ele pega carona em um avião. Este foi o crime para a imprensa e parte da sociedade brasileira de perfil conservador.

Acontece que, dias e dias depois, repórteres da TV Globo sobrevoam a Bacia de Campos para filmar e relatar a situação que eles estão a ver no que é referente ao desastre e ao crime ambiental que tem a assinatura e as impressões digitais da Chevron-Texaco. Até aí tudo bem, se não fosse a petroleira yankee cliente das Organizações(?) Globo, no que diz respeito a negócios e à publicidade. Os repórteres da Globo podem pegar carona, não é isso? É ético, não é? Então, tá! Lembrei desse fato só para constar. Mas, para bom entendedor, meia palavra basta.

Voltemos ao Cristóvão. Demitido no primeiro governo Lula, bandeou-se para oposição de forma dissimulada e passou a fazer o jogo da velha imprensa golpista, juntamente com o senador Álvaro Dias, tucano e replicador, nas segundas-feiras, de notícias sobre “crises” e factóides publicados no fim de semana pela imprensa corporativa e golpista, verdadeira fábrica de crises. Cristóvão prejudicou a reeleição de Lula em 2006. E Marina dificultou, e muito, a eleição de Dilma Rousseff em 2010. Tanto é verdade que José Serra, candidato da direita partidária e empresarial e da ala da Igreja Católica conservadora, conseguiu ir para o segundo turno.

Todavia, retornemos à hidrelétrica de Belo Monte. Grupos privados midiáticos notadamente a TV Globo, a Folha de S. Paulo e a Veja, associaram-se a ONGs estrangeiras para sabotar o plano estratégico e de desenvolvimento do Brasil ora em curso pelo governo trabalhista da presidenta Dilma Rousseff. É um plano de reestruturação do País que não é mostrado, de forma alguma, pela imprensa e pelas televisões comerciais, como, por exemplo, a mega obra da transposição do Rio São Francisco, que é uma pá de cal no domínio dos coronéis nordestinos como o cearense e cadidato derrotado a senador Tasso Jereissati.

A TV Globo, que é a caixa de ressonância da plutocracia nacional e internacional, tem o papel de manipular os fatos e fazer com que os interesses políticos e financeiros dos verdes em âmbito mundial sejam considerados justificáveis pela opinião pública brasileira, especialmente a classe média, compradora contumaz do pensamento do sistema midiático de direita, que assumiu de fato a oposição política ao Governo Federal porque percebeu que a oposição partidária não tem programa e muito menos condições, no momento, de derrotar a presidenta Dilma em uma eleição, além de saber que o Governo tem maioria tanto na Câmara quanto no Senado.

A minoria no Congresso é o tendão de Aquiles dos jornalistas que abraçaram os interesses de seus patrões e das famílias proprietárias da imprensa hegemônica, comercial e privada brasileira. E eles, podem acreditar, odeiam a realidade que se apresenta, cujo responsável maior pela existência dela é o presidente Lula, que derrotou nas últimas eleições dezenas de caciques estaduais ao pedir diretamente para o povo de cada estado que não votasse neles.

Por isso também o ódio a Lula, que eles não o esquecem jamais, porque temem que o estadista resolva concorrer as próximas eleições. Eles aturam, com muito rancor e desprezo, a presidenta Dilma, mas o Lula novamente na Presidência para essa elite preconceituosa e que detesta o Brasil e o seu povo seria por de mais intragável. A imprensa burguesa agiu assim também com o estadista Getúlio Vargas, político responsável pela criação do Brasil moderno, quando ele deixou o poder em 1945 e retornou por meio do voto em 1950.

Nesses cinco anos de interregno, mesmo Getúlio praticamente “exilado” em seu campo, a imprensa lacerdista (até hoje o é) nunca deixou de atacá-lo porque não conseguia esquecê-lo jamais. A mesma coisa acontece com o Lula, político que sabe que a imprensa difama, calunia e injuria, como o faz no momento com o ministro Carlos Lupi e fizeram com o ministro do Esporte, Orlando Silva, sem, no entanto, nada ainda ter sido comprovado, a não ser que o acusador é, comprovadamente, bandido e testemunha da revista Veja, a revista porcaria, que faz um jornalismo de esgoto.

Contudo, os homens e as mulheres da imprensa não tem voto e também, para o desgosto deles, não tem mais a primazia do controle total da informação como tinham em outros tempos. Por isso, eles combatem a disseminação da banda larga pelas mãos do Governo Federal. Então, viva a internet e as redes sociais! Ministro Paulo Bernardo: cadê a banda larga e o marco regulatório para as mídias? Cadê a Confecom 2? Por onde anda o projeto do Franklin Martins? Vossa Excelência o engavetou? Com a palavra, o ministro das Comunicações, aquele que tem medo da TV Globo.

É assim que funciona o sistema midiático associado aos interesses do capital internacional. E parte da classe média que passou 40 anos a ver a Globo e a ler publicações como a Veja compartilha dessas “ideias”. Mas o que me chama a atenção mesmo é a hipocrisia dos atores da Globo. Eles dizem que Belo Monte é o diabo encarnado em um vídeo que lembra o teatro comercial que eles há anos fazem e ainda o chamam de arte. Não é possível que por questões ideológicas, políticas ou apenas implicância que a TV Globo e alguns de seus atores participem de um vídeo que tem por objetivo travar e boicotar o desenvolvimento do povo brasileiro, principalmente o que mora na região norte.

A luta e até mesmo a guerra entre os países tem como fundo de pano o controle das diferentes energias. Vide Iraque, Líbia e Afeganistão. O Brasil que é um País abençoado com milhares de rios, riachos e igarapés tem acesso e facilidade para se beneficiar com a energia proveniente das águas, que é considerada limpa e segura, contanto que sejam respeitados os relatórios e os cálculos dos engenheiros, geólogos, geógrafos, ambientalistas e outros profissionais que participam do esforço da construção de Belo Monte, um projeto de quase 40 anos que enfim está a sair do papel.

O Governo que há anos tem enfrentado batalhas jurídicas e as vencido, agora tem de, finalmente, começar a importantíssima obra do PAC, que vai gerar 80 mil empregos e vai ofertar luz e energia para os brasileiros do norte, que poderão ter mais uma oportunidade para desenvolver suas cidades e seus estados. Enquanto nossos artistas “globais” manipulam a informação para confundir a sociedade brasileira, os moradores nortistas querem a obra, porque sabem que através do acesso à energia poder-se-á ter indústrias, modernização da lavoura, surgimento de comércio, como padarias, supermercados, frigoríficos, construção civil, hospitais, escolas e todo tipo de segmento econômico e social. Sem energia não há desenvolvimento. Esta é a verdade.

Obviamente que eu também prezo pelo controle e fiscalização para que os impactos ambientais não sejam maiores dos que os previstos. E é o que está a ser feito. O resto é conversa dissimulada de gente que não conhece esse assunto e vai participar de vídeo que beira ao ridículo. O que esses atores pensam que o cidadão brasileiro é? Um idiota? Que não sabem como a banda toca em suas vidas, suas realidades e dificuldades? Será que eles pensam que os brasileiros nortistas não querem o que os do Sudeste tem, que é o desenvolvimento, apesar das contradições e paradoxos sociais?

Quem eles pensam que são para combater uma obra que vai conduzir o Brasil para sua independência no que concerne à geração de energia? O sonho de todo país e qualquer povo ou nação. Itaipu, Tucuruí, Chesf e outras hidrelétricas são exemplos disso. Imaginem o Brasil sem a hidrelétrica de Itaipu? Imaginaram? O que eles querem? Em nome de quem eles falam? Quem está por trás dessa novela de péssimo acabamento, que é o vídeo? Será que eles pensam que estão a fazer uma novela e repetem frases de seus scripts … ? Qual é a intenção? Eles tem de dizer pelo menos que o vídeo, para variar, é uma imitação de outro vídeo dirigido pelo diretor de cinema Spielberg para que os estadunidenses saíssem de suas casas para votar. Pelo menos informar isso. Dizer que nem para fazer o vídeo houve originalidade.

É o fim da picada! Os mauricinhos e as patricinhas noveleiros falar de um assunto que não tem conhecimento técnico. E por quê? E para quem? E por quais motivos e intenções? Já não basta o Brasil ter de enfrentar países poderosos para conquistar sua autonomia ainda tem que se deparar com gente completamente despolitizada e que pensa, soberbamente, que é formadora de opinião, coisa que nem mais os jornalistas o são, como ficou comprovado com a derrota de José Serra em 2010, candidato à Presidência evidentemente apoiado pela imprensa burguesa e privada. Esse pessoal não se enxerga.

Então, Belo Monte vai acabar com o Pará e quiçá com o País, que serão inundados e ficarão sob a destruição de uma hecatombe ambiental. Vamos lá, pois: o Brasil tem quase 200 milhões de habitantes, um PIB de R$ 3,25 trilhões, um mercado interno poderoso que impediu o País de sofrer problemas econômicos graves advindos da crise internacional de 2008, além de ser a sexta economia do mundo, a superar países como a Inglaterra, a Itália e a Espanha, bem como exerce liderança reconhecida em fóruns como os Brics, o G-20 e o Mercosul, sem esquecer de citar que o poderoso País sulamericano de língua portuguesa, basta dar tempo ao tempo e ter paciência, vai ainda assumir uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU.

Para finalizar, quero informar que os artistas … sugeriram que o Brasil opte pela energia eólica e solar. Os parques eólicos demandam vento e geralmente são instalados em litorais e ocupam enormes espaços. Como, por exemplo, fazer isso em nosso litoral, que é fortemente turístico, setor da economia que gera muita renda e emprego, ainda mais que o brasileiro está a viajar com muito mais freqüência do que antes, por causa do quase pleno emprego e do aumento salarial, além do aumento visível de turistas estrangeiros que aportam neste País tropical.

E a energia solar. Outra sugestão dos nossos artistas especialistas completamente urbanos que não tem a mínima ideia da área que é necessária para produzir 100 megawatts dessa modalidade de energia. A hidrelétrica de Belo Monte vai produzir inicialmente 11 mil megawatts. É energia suficiente para dar um impulso de desenvolvimento à região Norte e a um estado, o do Pará, que é demograficamente quase vazio. As terras que vão ser alagadas pelo lago comportam uma área de 516 quilômetros quadrados. O Estado do Pará possui uma área de 1.247.689,515 quilômetros quadrados. Ou seja, o lago a ser formado vai ocupar área equivalente a 1/2400 da área do estado marajoara, que tem apenas sete milhões de habitantes, sendo que dois milhões moram na capital Belém.

E aí o Brasil e o cidadão brasileiro tem de agüentar alardes infundados, oposição baseada em má-fé e especialistas que não entendem patavinas de energia via hidrelétrica, como a de Belo Monte, que vai ser a terceira maior do mundo e que vai dar fôlego, sobremaneira, ao desenvolvimento da região Norte que precisa, sim, ser ocupada pelo nosso povo e não por estrangeiros e suas ONGs. Então, para lembrar. Belo Monte vai alagar 1/2400, ou seja, quase nada por cento das terras do Pará e esses artistas, a mando de não sei quem (mas sei) consideram Belo Monte um atentado à natureza, sem sequer ter conhecimento do planejamento e do plano da obra.

Tem uma mocinha no vídeo que fala, quase escandalizada: “Vai custar R$ 24 bilhões! É muito dinheiro!”. Como se investir no Brasil e no seu povo fosse questão meramente contábil, de passivo, como se fosse débito ou prejuízo. É ter a cabeça muito pequena. É pensar pouco porque se recusa a usar o cérebro. Agora, a outra pergunta que não quer calar: “Mocinha, você sabe qual é o PIB brasileiro?” Eu já o citei neste mesmo artigo. O nosso PIB é de R$ 3,25 trilhões e a obra, segundo o Governo, custará R$ 24 bilhões. Você sabe o que é isso? Então, pare para pensar e vai estudar teatro, que por sinal requer talento, disciplina e conhecimento sobre a condição humana para representar com qualidade e excelência.

Entretanto, apesar de existir pessoas que não acreditam no Brasil e que querem, mediocremente, que este País se comporte como pequeno, não vai dar para atendê-las. Infelizmente, para elas. Portanto, faço mais uma pergunta que não quer calar: como o Brasil, que tem um mercado interno poderoso e importante vai atender suas demandas sem energia, porque a TV Globo e a imprensa comercial privada, ONGs financiadas por banqueiros e parcela conservadora da sociedade brasileira querem porque querem que a hidrelétrica não seja construída. Pense bem. Imagina um coisa insensata dessa? Afirmo e repito: a imprensa privada não tem compromisso com o Brasil, porque ela é alienígena e faz parte da estrutura do sistema de poder dos mercados nacionais e internacionais. Belo Monte tem de ser construída e depois inaugurada. É uma questão de estratégia e de sobrevivência e independência do Brasil. É isso aí.


Saturday, November 19, 2011

2011: A Idade Média não terminou

Eu queria saber, de verdade, que tipo de estrume esses padres e pastores têm na cabeça? Que amor que odeia é esse? Quem são os padres e pastores para condenar em nome de Deus? Quem são esses farsantes homofóbicos e tiranos?

A inércia das pessoas, e de como elas deixam essas crias do Malafaia montarem na opinião delas é estarrecedora. Fico assustado com a falta de noção para com as consequências dessa postura, e de como ignoram a violência desenfreada contra homossexuais. Que liberdade divina é essa que surge pregando amor e agindo com ódio? O que vocês aprendem nas igrejas?


Leio sobre uma tal 'perseguição contra evangélicos' e fico bobo com o cinismo. Então, o que é que eles fazem com praticantes da Umbanda ou qualquer religião do gênero? Já cansei de encontrar pessoas com medo de assumir a sua religião, por conta do preconceito nervoso dos católicos e protestantes. E são doutrinas que foram muito perseguidas. Que situação triste: saber o horror de ser discriminado e discriminar. Esse é o caminho das igrejas.

É uma tal de 'ditadura gay' que eles insistem que existe. Eu só vejo uma teocracia imbecil que sonha com a Alta Idade Média. Aliás, qual é a diferença entre as igrejas evangélicas de hoje e as igrejas católicas daquela época? O que entregavam em frutos de plantação, hoje entregam em envelopes. O que se chamava Talha, hoje chama Dízimo. E enquanto seu pastor, como o padre da época, enriquece vendendo lugar no Paraíso, o gideão, ou camponês da época, amargura a Era das Trevas. Essa, ao que me parece, pode continuar com o mesmo nome de outrora.


E eu queria esclarecer de uma vez aos imbecis de plantão: quando um homossexual ganha um direito, você, amigo hetero desinformado, não perde nenhum. A criminalização da homofobia vai contra agressores, assassinos e todo o tipo de pessoa que você, tão moralista, devia condenar. Sair com um namorado com a segurança de que existe alguma lei que garante que a violência por crime de ódio será punida não é privilégio. Amar sem medo não é privilégio. Esses são direitos que, infelizmente, o Código Penal, do jeito que está, não garante. Você acha certo lutar contra algo que, se aprovado, não vai mudar a sua vida?

Se dois homens se casam, seu casamento continua como sempre foi. Se a homofobia é criminalizada, você só será prejudicado se for um agressor ou um assassino.

A sua heterossexualidade não pode depender da violência contra a homossexualidade de outro ser humano. E violência não é só atacar, bater, matar. Violência é disseminar mentiras como a tal da 'ditadura gay'. Será que é tão difícil se colocar no lugar de quem vive com medo? Você acha mesmo que essa pessoa escolheu ser assim? E vou dizer que não escolheu e tem muito orgulho e coragem de ser e sobreviver num mundo tão violento contra o jeito dele de amar.

E esclarecendo, também, que não existe problema com a religião cristã. Só com o desrespeito épico que padres e pastores têm com a nossa Constituição e com o Estado Laico. Nós conquistamos o direito de ter a nossa fé, de não morrer por sermos diferentes, e essas pessoas desvirtuam suas funções como pregadores para posar de políticos e atentar contra isso.

Chantageiam, roubam, mentem e, pior, falam dos outros. Virou bagunça! São deputados e senadores que, quando não são pastores ignorantes, têm medo de pastores ignorantes. Até quando? Onde é que ficou a coragem?

E você, amigo homofóbico ou que ainda não percebeu que sua raiva não defende moral ou direito algum: preocupe-se em amar mais e odiar menos. O mundo será um lugar muito melhor. Assina Francisco Junqueira, mais um gay que fica estarrecido com a falta de ética das instituições religiosas e com a falta de responsabilidade de padres e pastores. Vocês atacaram gasolina na fogueira e nós estamos pagando caro. Pensem nisso quando falarem de amor ao próximo.

Monday, September 6, 2010

Príncipe de cavalo branco e saco de lixo

Ai! Que vontade louca de te abraçar, te beijar, acariciar seus cabelos, puxar com força e... E te tecer de porrada. Não me chame de exigente. Eu só quero muitas coisas simples, e por isso pareço exigente. Entenda que eu nunca quis ser um príncipe encantado, e, pior que isso, que sempre quis ser meus ídolos bêbados e decadentes: aqueles que cantavam em bandas que só fizeram sucesso, justamente, entre os bêbados e decadentes. Não sei montar cavalos brancos, sabe? Eu, quando não montava lobos, era um peão de dragões. Então, deixe tudo isso em qualquer esquina e aprenda a dizer “Eu te amo” com o peito, e não com a boca.

Ai! Que vontade de te abordar no meio da noite e de te roubar só pra mim. Ai! E que vontade de me enterrar de vergonha sempre que você me olha. Eu que olho tanto pra você, atirado na porta de um bar e com um violão de três cordas na mão, só queria que, por um segundo, você olhasse pra mim e sorrisse. Não sou bonito, não sou simpático, não ando direito, mas, eu sou aquele que vai te cantar, desafinado e cambaleando, que você é a minha pessoa favorita no mundo. A Cássia sempre me disse que o Príncipe dava no saco. Quando der no seu, me dá uma chance?

Friday, March 5, 2010

Sensível


Quero acordar de ressaca com você todos os dias de novo e de novo quero voltar no tempo em que o Sol era absurdamente claro e o céu estourava de azul pelas frestas do teto frágil acima de nós. Quero acordar de ressaca depois de uma noite longa de cigarros e bebidas com você respirando atravessado e esfregando nossos pés com aquela intimidade antiga e ouvir this side of the blue com ansiedade suspensa e solidão aplacada. Quero acordar de ressaca me sentindo bem. Quero acordar de ressaca com os olhos abertos e secos e o coração leve. Quero acordar de ressaca com você ao meu lado, mas aí eu lembro que provavelmente não saberia o que fazer com esse retrato tão certo de nós dois sem a vodca, o choro e o frio.
(dois anos, uma vida)

Retirado DAQUI

Tuesday, February 23, 2010

Sabe como eu sei?

E esse negócio de se confundir com os sentimentos? E dá pra se confundir com os sentimentos? Ah, dá! Aliás, tem gente que acha mais fácil resolver uma equação de Álgebra-para-especialistas-doentes, do que acertar sobre o que está sentindo. É aquele minuto, quando, no meio de uma conversa curiosamente seca, surge a frase “Estou confuso”. Aí você já toma uma aspirina e guarda sua arma: se prepara pro stress.

Todo tipo de barulho se silencia, a platéia para de falar, as luzes apagam, e um longo diálogo cinematográfico começa. Quando não é alguém que surgiu, é alguma situação, ou algo que não havia sido previsto, ainda que pudesse ter sido antes [importante constar]. O que fazer? Culpar uma pessoa por não sentir? Tá. Ela disse que sentia, e você acreditou, mas, se ela não sente, dá pra obrigá-la a sentir?

O erro tá nos dois lados. Normalmente, quando uma pessoa se engana, em relação aos sentimentos para com outra, ela costuma tratar a situação como se tivesse comido um risole de camarão, achando que era um de palmito. É a comparação mais pífia do mundo, mas, é nesse nível. Quem se pega na situação de amar uma pessoa que se enganou, cobra um sentimento, como se fosse algo material e facilmente tirado do bolso. Não. Eu penso seriamente em começar a cobrar indenização por danos morais.

É verdade. Eu imagino que, se as pessoas soubessem que são passíveis a algum tipo de punição, pensariam melhor antes de fazer qualquer coisa, inclusive se apaixonar. Paixão não é Amor, o problema é que se diz “Eu te amo” nos dois casos. E antes o problema fosse só trocar o verbo. No impulso da Paixão, se convence uma segunda pessoa da existência de um sentimento mais profundo. Tá. E só se percebe isso quando a pessoa dá algum sinal infeliz, nítido e brilhante de que está com sintomas de Amor.

E como conciliar as duas coisas? É a vontade de se ver livre do Amor que outra pessoa tem por você, sem crise com os sentimentos de ambos, contra a vontade daquela pessoa de te afogar, ou, pior, pelo menos pra você, de que exista um sentimento seu por ela. Aí eu te pergunto: se não tinha certeza, foi investir pra que?

Claro. O amor é uma aposta, não deixa de ser. Mas, costuma se apostar o que se tem. Ninguém aposta um bem material ou sentimental, que não possui. O material, pelo menos, dá pra arranjar, mas, ninguém faz empréstimo de Amor no banco. Ah. Sim, é difícil diferenciar amor de paixão, opa, e como é, mas, borboleta no estômago dá até quando você quer socar alguém de raiva. Eu não tenho fórmula, ou segredo, pra isso. Se tivesse, meu primeiro namoro prosseguiria firme até hoje.

Vai ver o segredo é saber ter paciência, e saber o que dizer e o que não dizer. Toda pessoa tem direito de saber em que tipo de água se está nadando. Eu acho que sentar com ele, ou com ela, e conversar sobre isso, de preferência antes dos beijos, amassos ou palavras carinhosas, já ajudam e criam uma segurança. Se os dois souberem onde estão se envolvendo, não vai rolar a surpresa, se algo der errado. É nessa surpresa que o bicho pega. Um diálogo de uma hora já anestesia aquela expectativa maquiavélica.

Dica de amigo: as expectativas são armas das forças do mal, muahahahahaha!

A partir do momento em que se cativa alguém com amor, já é uma responsabilidade sua, seja pra prosseguir, seja pra terminar. E se for pra terminar, melhor terminar rápido, antes que algo maior se forme. Larga a mão de pensar só em você, e seja corajoso pra conversar e dizer a real. As pessoas corajosas são absurdamente mais sedutoras, do que os sedutores, em si.